Segue entrevista feita pelo Éber quando ele ainda não tocava na banda, feita para o site dotgospel em 2002.
Há algum tempo o site .Gospel tem o desejo de apoiar bandas cristãs independentes no Brasil. Para aprimorar esta iniciativa, vamos agora também escrever algumas resenhas de bandas que já lançaram algum tipo de material e estão batalhando pelo seu espaço no cenário cristão!Para estrear esta nova fase de resenhas, a banda escolhida foi a "Duelectrum"! Ela já deu as caras por aqui através da seção "Bandas Que Nunca Ouvi Falar" e em alguns posts nos fóruns do site.Banda de São Paulo - Capital, seu som é caracterizado por guitarras ruidosas e cheias de efeitos, sintetizadores e algumas batidas eletrônicas. Para escrever esta resenha fizemos contato com um dos integrantes da banda e ele nos cedeu, através de e-mail, uma breve entrevista que você acompanha logo abaixo:
.Gospel - Primeiramente, gostaríamos de saber quem faz parte da banda e o que cada um faz.
Filipe - Franklin Weise: baixo, teclado e vocal; Filipe Albuquerque: guitarra, bateria e vocal.
.Gospel - Há quanto tempo a banda existe?
Filipe - Há quatro anos, desde abril ou maio de 99.
.Gospel - De onde veio a idéia do nome "Duelectrum"?
Filipe - Não me lembro direito, mas acho que é um trocadilho com o nome Danelectro, que é uma marca de instrumentos musicais e pedais... Veio daí o nome, se não me engano. Mas não significa nada. O "Due" do nome, no começo era "duo", de dupla, e aí ficou Duoelectrum. Mas depois ficou apenas Duelectrum mesmo. A gente teve até outros dois ou três nomes, bem no começo, mas a gente não gostava muito de nenhum deles.
.Gospel - Já ocorreram mudanças de membros dentro da banda?
Filipe - Não, a formação foi sempre a mesma. Uma baterista, a Mayra Claudia, chegou a fazer alguns ensaios com a gente, mas ela nunca foi efetivamente da banda. Talvez se ela tivesse continuado com a gente viesse a ser da banda mesmo. Mas ela pediu pra sair por falta de tempo para ensaios etc.
.Gospel - Como foi a experiência de gravar um EP?
Foi legal. A gente demorou pra gravar. Começou no segundo semestre de 2001, mas só conseguiu acabar mesmo em março ou abril do ano passado. Mas foi divertido.
.Gospel - Quais eram as expectativas da banda com relação ao EP? Essas expectativas foram ou estão sendo de alguma forma superadas?
Filipe - Acho que a gente nunca teve muita expectativa com relação ao compacto. A gente não fez divulgação, só colocou em algumas lojas na rua 24 de maio e distribuiu a alguns amigos. Particularmente, não tive muita disposição de sair enviando o disco pra muita gente, sites, publicações específicas de música cristã ou de rock independente, por exemplo. Por causa disso, qualquer coisa que acontecesse ou aconteça com esse disco é lucro. Só o fato de que, até agora, todo mundo que ouviu e comentou, elogiou, já é um baita resultado. Pelo menos é muito mais do que eu esperava
Gospel - Como é em geral, a vida espiritual da banda? Qual a principal missão dela?
Filipe - O objetivo é falar de Jesus em um ambiente aonde, provavelmente, a boa nova ainda não chegou. Tem muito cara que gosta de rock e que tem ojeriza (antipatia) à igreja, vê como uma instituição repressora, conservadora. Claro que parte disso é ignorância, e outra é preconceito. E não há trabalhos específicos de evangelização com esse tipo de gente. É muita pretensão da minha parte achar que a gente é pioneiro nesse tipo de coisa, e não é isso que estou dizendo, mas é fato que não existe preocupação ao menos visível em atingir esse grupo de jovens. Mas isso é uma opinião minha. Eu precisaria de horas pra falar sobre isso.
.Gospel - Quem escreve as letras? E as músicas? Como é o processo de composição?
Filipe - A maioria das letras são minhas, mas o Franklin também faz algumas. E não existe processo definido de composição. No meu caso, penso primeiro em uma melodia, depois junto os acordes que casam com a melodia e depois faço a letra (mas também posso pensar primeiro em uma letra, ou em uma seqüência de acordes, um riff ou algo do gênero). Aí mostro para o Franklin e a gente desenvolve junto, acrescenta outras coisas. E da parte dele deve ser parecido, porque ele me mostra alguma coisa e a gente faz o mesmo, desenvolve a partir do que ele já fez.
.Gospel - Quais são as influências da banda? Como vocês classificariam o som de vocês?
Filipe - Pra mim, é rock. Talvez o Franklin tenha outra opinião sobre isso, mas eu classifico como rock. Quanto a influências, falo por mim, é basicamente o rock inglês safra 80 e 90.
.Gospel - Quais são os planos para o futuro da banda?
Filipe Encontrar um baterista, o que deve estar perto de acontecer, gravar um outro disco, agora com mais músicas, e tocar. Eu não faço muitos planos, não sou muito deslumbrado com relação a isso. Talvez o Franklin diria - novamente - outra coisa (não que ele seja deslumbrado - risos). No momento a intenção é terminar um outro disco e tocar em alguns lugares.

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